A área rural tem sido destaque nas páginas policiais com muito mais freqüência. Assim como a segurança envolve medidas preventivas por parte do poder público, o cidadão também tem responsabilidades quanto a segurança pessoal e familiar.
Fomos conversar com o Coordenador do Pelotão Ambiental de Limeira, Sr. Dimas para estabelecermos um contato mais próximo sobre a segurança na área rural e saber até onde o morador pode colaborar com a polícia. A conversa rendeu muito. Existem sim medidas possíveis para a prevenção. Quanto ao equipamento, as notícias também são boas, pois, conforme o Coordenador Dimas fez questão de recordar, desde a última entrevista do Jornal Pires Rural há 3 anos, houveram conquistas como uniforme novo, uma base no bairro do Parronqui (anteriormente o atendimento acontecia num cômodo improvisado na Secretaria da Agricultura e Abastecimento, os carros estavam em estado de precariedade), hoje contam com 4 carros do modelo Saveiro e um bugue. Encontramos um Coordenador com melhor auto-estima e com um discurso coeso e seguro. Esse cenário já nos deixa mais seguros.
Segundo Coordenador Dimas, o maior número de ocorrências na área rural são os pequenos furtos, como safra da época, gado, pesqueiros, estelionato, conto do vigário. Já os crimes ambientais tem sua maior ocorrência durante o dia, então, “ Nos organizamos para averiguar os crimes ambientais durante o dia e a segurança rural á noite, quando é mais comum as ocorrências”, afirma.
Quando o assunto são medidas para prevenir ocorrências as orientações são simples e passíveis de serem seguidas, como a comunicação entre vizinhos sobre qualquer mudança na rotina do bairro ou condomínio. “Bons cachorros ou gansos comunicam ao proprietário sobre alguma invasão. Para aqueles que esperam seus filhos chegarem da escola, devem acompanhá-los do ponto do transporte escolar até a propriedade”, orienta.
No caso de ocorrências, a polícia aponta dificuldades para chegar até o local exato, porque na área rural o nome das propriedades se repetem como por exemplo o sítio Santo Antonio. São inúmeras as propriedades com a mesma denominação e na chamada urgente dificulta a chegada do socorro.”Nesses casos o proprietário deve identificar a propriedade no portão, mesmo que seja com um disco (usado) de arado. Já nos “condomínios”, os ladrões encontram aqueles portões maravilhosos e fácil acesso pelos fundos, porque normalmente não tem cercas, tampouco medidas de segurança, então eles entram com facilidade e nós não conseguimos entrar se não tivermos o código do morador para abrir o portão de entrada. O importante é que os “condomínios” tenham meios de facilitar a entrada da polícia e a comunicação constante entre os condonimos para monitorar quem entra e quem sai”, afirma o Coordenador.
O boletim de ocorrência tem um papel importantíssimo no controle da segurança pública. Desde o registro das características do indivíduo que praticou o crime até o registro da nota fiscal do eletrodoméstico furtado. “O boletim de ocorrência favorecerá estatísticas para analisar o perfil de supostas quadrilhas que estejam atuando em regiões específicas”, orienta.
O coordenador Dimas está disposto a orientar pessoalmente grupo de moradores ou associações que queiram tirar dúvidas e também estabelecer uma relação de comunicação mais estreita com o Pelotão Ambiental. Sempre que for necessário denunciar ou pedir socorro disque 3443 6451 ou 153.
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