Os Mutantes

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Foto acima Sergio Dias, Rita Lee e Arnaldo Baptista, há 40 anos.
Os Mutantes, 40 anos.

Conheça a trajetória da banda

Os Mutantes estão para o rock brasileiro assim como Pelé está para o futebol. Em qualquer parte, são sempre citados quando se fala em música do Brasil. Passados 40 anos do lançamento de seu disco de estréia, a banda transformou-se em mito nacional. Não por acaso, Arnaldo dizia, em 1968, que o fato de sua música ser brasileira não era apenas um “detalhe patriótico”.
Em agosto de 1966, um sexteto com o nome de Six Sided Rockers, estreou ao vivo na ‘3 Jam Session’, um evento voltado para o jazz e o blues, realizado no Auditório do jornal Folha de S. Paulo. Integravam o Six Sided Rockers, (apaulistado para O’Seis, legendário pré-Mutantes) os músicos Arnaldo Baptista (baixo), Rita Lee (vocal), Sérgio Dias (guitarra-solo), Rafael Vilardi (guitarra-base), Sueli Chagas (vocal) e Luiz Pastura (bateria).
Arnaldo, Sérgio e Rita continuaram juntos e em julho de 1968 lançaram o primeiro disco dos Mutantes, batizado com o nome da banda. Com produção do maestro Rogério Duprat, o álbum trazia as clássicas ‘Panis Et Circensis’, de Caetano Veloso e Gilberto Gil – que deu nome ao disco ‘Tropicália ou Panis Et Circensis’, ‘A Minha Menina’, de Jorge Ben, e ‘Bat Macumbá’, também de Gil e Caetano. No mesmo disco, está ‘Senhor F’, primeira música composta por Sérgio Dias, então com 14 anos.
Com a formação original - Arnaldo, Sérginho e Rita, depois Dinho (bateria) e Liminha (baixo) - os Mutantes gravaram cinco discos clássicos: ‘Os Mutantes’ (68), ‘Mutantes’ (69), ‘A Divina Comédia ... ou Ando Meio Desligado’ (70), ‘Jardim Elétrico’ (71) e ‘Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets’ (72). Sem Rita Lee, gravaram ‘O A e o Z’ (73); apenas com Sergio Dias, e outros integrantes, ainda são gravados mais dois álbuns: ‘Tudo Foi Feito Pelo Sol’ (74) e ‘Ao Vivo’ (76), com uma sonoridade orientada para o rock progressivo e pesado, que marcou aquele período. A banda também se faz presente nos discos ‘Build Up’ e ‘Hoje é o Primeiro Dia do Resto de Sua Vida’, de Rita Lee.
Eles também gravaram um LP na França, chamado ‘Technicolor’ (70), participaram dos discos ‘Tropicalia’ (68), ‘Gilberto Gil’ (67), ‘Caetano Veloso’ (68), ‘Ronnie Von’ (67) e ‘A Banda Tropicalista do Duprat’ (68). Também participaram das gravações de ‘Bom Dia’, compacto de Nana Caymmi, ‘É Proibido Proibir’, de Caetano Veloso (estúdio e ao vivo, no festival) e do clássico compacto duplo ao vivo, com Caetano Veloso, interpretando as músicas ‘A Voz do Morto’, ‘Baby’, ‘Marcianita’ e ‘Saudosismo’.
Com o fim dos Mutantes, Rita Lee transformou-se na nova “Rainha do Rock” brasileiro, gravando vários LPs ao longo das décadas seguintes, em seus melhores momentos ao lado da banda Tutti Frutti, e depois, do marido Roberto Carvalho, mantendo-se na ativa até hoje. Arnaldo Baptista gravou discos clássicos, como ‘Loki?’ (74) ‘Elo Perdido’ (78 - com o grupo Patrulha do Espaço), ‘Faremos uma Noitada Excelente’ (78), também com a Patrulha e ‘Singin’ Alone’ (82). E Sérgio Dias lanços os discos ‘Sérgio Dias’ (80) e ‘Matogrosso’ (90, com Phil Manzanera, ex-Roxy Music), entre outros.
Recentemente voltaram a fazer alguns shows juntos como Mutantes, mas da formação original só restou os irmãos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias.

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