Jornal Pires Rural – Edição 242 | LIMEIRA, Junho de 2020 | Ano XV

Maria de Fátima Peccinini Nespini, secretária do Dispensário Madre Tereza de Calcutá, da paróquia Santa Luzia no Jardim Vista Alegre, em Limeira, me recebeu para apresentar o Dispensário. Dezoito anos depois de sonhar o projeto, junto com o Padre Maurício Sebastião Ferreira (1958-2007), ela está lá representando a porta de entrada para aqueles que mais precisam de atendimento.

Padre Maurício
Padre Maurício Sebastião Ferreira (1958-2007) da paróquia Santa Luzia de Limeira

O Dispensário Madre Tereza nasceu numa procissão, de madrugada, na quaresma com o Padre Maurício, quando o cortejo passou pelo Posto de Saúde do Jardim Vista Alegre e lá, havia uma fila enorme de pessoas esperando a abertura, ao amanhecer, para pegarem a senha de agendamento para o atendimento médico. “O padre me disse: ‘por que essas pessoas estão ai?’ Eu fui até lá perguntar. Tinha gente que estava desde a meia noite guardando lugar na fila para pegar a senha, para agendar uma consulta médica. Eu falei pra ele e ele disse: ‘nossa, Deus vai me iluminar’. Depois, nasceu o desejo dele por fundar o Dispensário. Começamos ir atrás de realizar”, contou Fátima Nespini.

Inaugurado em 23 de dezembro de 2001, o Dispensário Madre Tereza de Calcutá substituiu o Dispensário São Luiz Gonzaga. O Dispensário abrange um grande número de voluntários, trabalhando nas mais diversas áreas humanitárias como: pastoral da misericórdia, distribuição de cestas básicas, padaria solidária, grupo cultivação: empréstimo de materiais para enfermos ou acidentados. Mensageiros da noite: os quais percorrem as ruas da cidade levando comida e uma palavra do amor de Deus a quem vive o abandono. Saúde: profissionais voluntários nas áreas médica, massoterapia, odontologia, psicologia, acupuntura, fisioterapia, e nutrição. Jurídico, vestuário e utensílios. Projeto jogando com fé: atividades físicas com profissional para crianças e adolescentes. Confecção de fraldas, cabeleireiro e podólogo. Farmácia comunitária com farmacêutico responsável. No ano de 2019, foram atendidas 26.712 pessoas. 

O trabalho da Pastoral da Saúde consiste nas visitas semanais dos membros aos enfermos levando a eucaristia. O padre vai até o enfermo pra atender a confissão dele. Assim como tem a Pastoral Hospitalar, com as visitas ao hospital. “Os agentes da Pastoral da Saúde ao realizar visitas, averiguam o que a pessoa está necessitando e vem até o Dispensário porque, fazemos o trabalho de doação de fraldas. Se o doente é acamado e precisa cortar os cabelos, é acionado os voluntários do Dispensário, tudo depende do caso. Isso porque nós temos a Farmácia Comunitária e temos os recursos”, ela disse.

Padre Mauricio expandiu a construção de todas as comunidades pertencente a paróquia Santa Luzia: a comunidade Nossa Senhora Aparecida, comunidade Nossa Senhora da Glória, comunidade São João Evangelista – bairro Novo Horizonte, comunidade Santo Agostinho – jardim Anhanguera, comunidade Santa Isabel – Parque Hipólito, comunidade Santa Catarina di Sena – bairro Alvorada, comunidade São Judas Tadeu – bairro Olga Veroni, a matriz de Santa Luzia e a comunidade Santa Edivirges – bairro Tancredo Neves. Anos depois, a Diocese de Limeira dividiu as comunidades da paróquia. A Santa Luzia ficou com a Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Glória, São João Evangelista, Santo Agostinho; com a Matriz foi criado uma nova comunidade no bairro José Cortez, a Madre Paulina e outra rural a Capela do Senhor Bom Jesus dos Milagres, na Via Anhanguera. As demais comunidades passaram a pertencer à paróquia Santa Isabel.

Maria de Fátima Peccinini Nespini
Maria de Fátima Peccinini Nespini, representando a porta de entrada para aqueles que mais precisam de atendimento

Fátima mudou-se para o jardim Anhanguera, e lá passou a se dedicar a comunidade Santo Agostinho, foi catequista, depois ministra e com o tempo passou a fazer parte da equipe de assessoria particular do padre Maurício. “Quando veio o trabalho de criação do Dispensário eu acompanhei tudo. Eu tinha disponibilidade para me dedicar nessa luta que foi muito árdua. Já existia o Dispensário São Luiz Gonzaga, associado a associação Palavra de Deus – a Casa de Recuperação, agora da Santa Isabel. Porque quando dividiu a paróquia o Dispensário São Luiz Gonzaga foi pra lá com um trabalho assistencial, aí criamos o Dispensário Madre Tereza. Poderíamos continuar sendo um braço dele com o mesmo nome, só que o padre Maurício foi uma pessoa que visualizava longe e dizia: ‘se a gente pode mais, vamos mais (longe)’ e, fomos. O padre Maurício queria um Dispensário que fosse além da assistência para o povo, ele queria tudo o que pudesse ter. Fomos atrás, lutamos muito porque não queríamos uma entidade”, lembrou Fátima. 

Em 1999, foi criado a Lei que qualificava a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, em Limeira. Apenas a Associação de Reabilitação Infantil Limeirense – ARIL tinha a qualificação. Era o que queriam para poder buscar recursos municipal, estadual e federal. Foram buscar parceira com a prefeitura, tudo isso demandou inúmeras reuniões e conversas com advogados para tentar viabilizar e conseguiram a qualificação.

“Padre Maurício, foi uma pessoa que ele deixava de viver para dar vida aos outros. Se alguém batesse na porta da casa dele as duas horas da manhã e lhe falasse que não tinha o que comer dentro de casa, ele pegava o que tinha dentro do armário dele. Pra ele não tinha distinção de pessoas. Na mesma mesa sentava ele, políticos importantes da época, sentava uma prostituta, um morador de rua e comia no mesmo prato, da mesma comida. O padre Maurício, eu acredito que ele foi um anjo que Deus mandou pra dar voz e vez a quem não tem. E deu. Foi ele quem lutou muito pelo negro, foi através dele que foi criado o feriado de 20 de novembro e foi criado o Conselho Municipal dos Interesses do Cidadão Negro, Comicin. Ele não podia saber que alguém sofria, ele achava um meio de amenizar aquela dor. Ele falava: ‘eu não quero dar a comida, eu quero dar a vara e ensinar a pescar’ e, isso ele fazia”, afirma Fátima. 

Em parceria com o Sesi a paróquia ofereceu para as pessoas cadastradas que recebiam cesta básica, o curso de alimentação de 1 real, reaproveitamento de alimentos, além de inúmeros cursos profissionalizantes como o de panificação, em parceria com a prefeitura. “Tem pessoas que tem a sua padaria porque fez esse curso. Ele ofertava para as pessoas se tornarem responsáveis, ele queria exaltar para que voltassem a ter dignidade. Ele chegou a fazer o Natal para moradores de rua, de providenciar roupas pra todos, cabeleireiro para fazer a barba e sentar a mesa com ele. Quantos moradores de rua chegavam a falecer e seriam enterrados como indigentes, ele não admitia. Fomos atrás de funerária e conseguia, velava dentro do salão da igreja, com toda a dignidade. Por que se a gente tem ousadia de fazer a oração do Pai Nosso e falar: ‘Pai’; então todos somos irmãos. O Dispensário é independente de credo religioso, a igreja Católica, sim, mantém ele mas nunca, dentro do Dispensário a gente perguntou pra ninguém qual é o credo religioso, nem pra quem é atendido, nem pra quem é voluntário. Há uma harmonia entre todos nós. Faça o bem e não olhe a quem”, disse. 

Manutenção

Padre Mauricio faleceu em 2007 e manter o Dispensário aberto com estrutura tem sido uma luta sem o apoio do poder público. Muitas pessoas quando chegam, acreditam que é um Posto de Saude da prefeitura. “A única coisa que é  da prefeitura é o prédio, que foi cedido por comodato; a gente paga uma taxa e toda a manutenção é por nossa conta. Conseguimos, com a graça de Deus, tirar um projeto do padre Mauricio que ficou engavetado, conseguimos um terreno para construir a nossa sede. Conseguimos aterrar o desnível, cercar com tela, temos a certeza, através da fé, que um dia nós vamos construir a nossa sede”, falou.

A manutenção do Dispensário acontece através da doação de pessoas que vem para o atendimento, se preocupam com a manutenção e doam um pacote de pó de café, copos descartáveis. “Eu falo que é o povo que faz pelo povo, porque tudo aqui é voluntário. Já tivemos intercâmbio de alunos de outros países aqui e, eles ficaram encantados em saber o que a gente faz, não tendo caixa. Não conseguimos captar recursos porque temos que contratar alguém para fazer o projeto, para captar o recurso, pra nós é impossível, porque custa. Nós conseguimos uma Sprinter (veículo utilitário) através do Estado, com o objetivo de transportar a alimentação para os moradores de rua, fazer a distribuição dos pães, transportar os doentes. Logo o padre Mauricio faleceu (2007). Não se via mais a necessidade (de uso da Sprinter), fizemos uma verba com a venda para a (futura) construção da sede. Temos que prover o local com um mínimo de estrutura para os voluntários trabalharem, e se sentirem bem. Já tivemos um número de voluntários bem maior, no início, tivemos convênio de estágio com faculdades mas, com a morte dele – como é uma coisa que a pessoa sonha, ele não está mais a frente, perde o entusiamo. Mas, todos os padres que passaram pelo Dispensário se dedicaram mas, era o sonho do padre Maurício. Ele usava uma frase do Raul Seixas que marcou nossa vida: ‘um sonho que se sonha só, é só um sonho’”, contou.

A parceria com o Senac trouxe o estágio do curso de massoterapia. Atualmente o Dispensário, está sem atendimento odontológico, por que a dentista mudou-se para outro estado. A farmácia, é mantida pelo povo. “Por exemplo, você está tomando um remédio, e sobra alguns comprimidos na caixa, dentro da validade, traz aqui. É distribuído para quem não tem, com o controle de um farmacêutico. Os médicos doam  amostras grátis e é a farmácia! Tudo aquilo que se consegue fazer a gente faz”, frisou.

A arrecadação de alimentos para a distribuição de cestas básicas é feita através de pedágio nos supermercados. O bazar de roupas usadas é permanente, seguindo orientações do padre Mauricio que dizia: ‘tudo o que se dá, soa como uma humilhação’. O bazar cobra um valor irrisório para cada peça, desta forma, a pessoa que compra pode sentir orgulho de ter conseguido pagar por aquela roupa. “Ajuda a pessoa a recuperar a dignidade, aos olhos de quem faz e de quem recebe o sentido é muito grande. Eu agradeço os voluntários e eles dizem: ‘eu é que agradeço, o Dispensário deu a oportunidade de mudar a minha vida’. Os testemunhos nos tocam profundamente e nos dá forças para continuar. Eles nunca imaginaram na vida deles que tantas pessoas precisassem do mínimo. Os psicólogos nos dizem que numa clínica, eles nunca iriam se deparar com casos como o que eles encontram aqui, atendendo a população”, destacou.

Muita gente precisa de muita coisa

“Pra pessoa chegar ao ponto de vir em busca, pedir, chegar aqui e falar, eu acho que ela já chegou no fundo da humilhação. Pra essa pessoa fazer isso foi difícil, foi preciso ter coragem. E, quando ela chega aqui, tem que ter o melhor de mim, que sou a porta de entrada dos outros trabalhos. Eu não sou ninguém, não sou nada, existe uma diretoria que faz, organiza mas, se quando as pessoas chegam aqui, se eu estiver de cara feia (medir de cima em baixo) é muito mais humilhante do que já está sendo de chegar até aqui. Eles precisam ser bem recebidos. A necessidade é muito grande, principalmente, quando chega uma certa idade da pessoa, precisa de fraldas, remédios que não é encontrado na rede pública”, revelou.

A falta de neurologistas na rede pública é compensado pelo atendimento de dois médicos neurologistas voluntários no Dispensário. O atendimento médico abrange toda a cidade. As assistentes sociais das escolas encaminham crianças para atendimento psicológico. 

A assistente social faz o cadastro da cesta básica, restrito aos moradores dos bairros de abrangência – uma média de 80 cadastrados. A arrecadação de alimentos acontece a cada dois meses. “Já vínhamos de uma crise econômica e aconteceu a pandemia. Aumentou de uma forma exagerada o pedido de alimentos. Conseguimos uma abrangência maior de supermercados para arrecadação. O grupo de jovens ajudam muito fazendo mais um outro pedágio, e ‘live’. Não faltou alimento mas, a demanda continua alta para as cestas de emergência. Tem famílias cadastradas há mais de 10 anos e a pequena cesta que recebe é o único alimento que eles tem. Gostaríamos de dar uma cesta que suprisse o mês, mas não conseguimos. Os nossos bairros são muito carentes”, alertou.

O bairro José Cortez

“Um dos bairros que tem mais necessitados, já foi pior mas, falta muito pra ficar bom, é o bairro José Cortez. Eu me lembro de quando começou, eu ia lá, a primeira missa que a gente rezou, foi em cima de um caminhão e, as pessoas passando. Agora melhorou mas, ainda é um bairro muito carente. Já levamos cursos de capoeira pra tirar as crianças da rua, tudo que a gente pode a gente leva. Festa no dia das crianças, criamos a festa também com o objetivo de vermifugar porque não conseguimos juntar todas as crianças naturalmente. Levamos gincanas com o trabalho do grupo de jovens, brinquedos, comidas, personagens, escola de cabeleireiros, dentro de tudo isso recebemos doação dos vermífugos e os super-heróis conseguem o que a gente não consegue. Se acostumaram e, agora já fazem a fila. O almoço de Natal na comunidade Madre Paulina, já foram feitas de inúmeras formas, através de marmitas, para a família retirar, na rua, aqui na igreja, a mesa a perder de vista, fazemos todos os anos reunindo todas as comunidades. A festa das crianças a gente só faz lá”, Fátima recorda. 

Exemplo

“Toda igreja deveria buscar fazer isso também. Não precisa ser um dispensário como somos, prestar a ajuda ao povo pois: todos não são tão pobres que não tenha o que dar e, não é tão rico que não tenha nada para receber. A partir do momento que vermos mais com esse olhar, veremos menos crianças morrendo de fome, veremos menos traficantes nas ruas, veremos menos moradores de rua, veremos menos mulheres mortas, veremos menos assaltos, porque a gente estará fazendo aquilo que é pra ser feito: um cuidando do outro. Não precisa de dinheiro. É só ter amor. Fazer e dar o primeiro passo. A luta é árdua? É! Você não pode imaginar o que eu já passei aqui. O que eu passei. Eu me recordo muito bem quando lá no bairro José Cortez uma criança morreu de fome porque não tinha leite. Quando o padre Maurício ficou sabendo, ele ficou louco, ele chorava, chorava igual uma criança. Na hora da missa – eu me recordo, como hoje – ele bateu no altar e falou: ‘enquanto eu for padre dessa igreja, enquanto eu viver, enquanto eu tiver pessoas fiéis do meu lado, que amam o mesmo que eu amo, que é o próximo, nenhuma criança mais morre por falta de alimento’. E com a graça de Deus, eu me recordo que eu fui atrás de uma sitiante que eu conhecia, ela vendia leite de vaca, eu pedi pra ela a doação de leite por dia pra gente alimentar as crianças e ela passou a doar – isso me marcou muito minha vida: a convicção dele. Uma vez um senhor foi ao Dispensário procurar consulta e caiu, enfartou. O padre falava: ‘olha como é Deus, fez ele conseguir entrar aqui, aqui ele seria socorrido e não ia morrer’, destacou.

Assistência ao morador de rua 

“No ano passado morreu uma pessoa de frio, no outro dia, o padre Ricardo abriu a igreja e fizemos a acolhida de inverno por três meses. Vieram 80 moradores de rua da cidade inteira. Nós demos assistência com banho, cobertores, colchões, cabeleireiro e alimentação. Passado a noite, quando amanhecia, tomavam o café da manhã, a porta era fechada. A noite, voltavam não mais com a mesma roupa, tampouco o tênis que tinham ganho aqui — é uma dedicação diária por amor, sem julgamento, sem cobranças. Quantas brigas foram apartadas. Em 2020, estamos fazendo a mesma ação mas, não da mesma forma pois, devido à pandemia não podemos acolher mas, com a graça de Deus todos os dias o nosso pessoal sai para levar o alimento onde eles estiverem. Esse ano, várias paróquias se juntaram a nós, uma vez por semana oferecemos o banho nas dependências da paróquia. Você não pode imaginar o quanto eles respeitam a gente, o carinho que eles tem é comovente. Ele precisam do que? Talvez, apenas de você ter a coragem de chegar perto deles com todo aquele odor de pinga, de urina, e dizer: oi meu irmão! Você está bem? Pronto”, relatou. 

O desafio diário 

“Eu acredito que o mundo vai ser muito mais mundo, da forma que Deus desejou, quando a gente realmente se ver como irmãos, sem distinção de raça, de cor, de credo religioso, nível  social e político. É preciso lutar porque a ação de cada um é ela que importa, se não fosse isso já teríamos fechado a porta. Você quer dar valor a sua vida? Vem aqui no Dispensário e fica sentado aqui um pouquinho pra ver o que as pessoas precisam, o estado com que muitos chegam. Muitas vezes, durante a arrecadação de alimentos perguntam: ‘pra onde que é a comida? É para o Dispensário. Ah, não! Aquilo lá é pra quem não trabalha’. Mas você sabe do seu amanhã? Da humilhação que é ter que chegar até aqui e pedir comida, não é o suficiente? E ainda’ tem que ser julgado, negado? 

Quando fundamos o dispensário padre Mauricio me falou: ‘escolhe uma frase de Madre Tereza para colocar como frase do Dispensário’.  Eu escolhi: ‘o amor, para ser verdadeiro, tem de doer. Não basta dar o supérfluo a quem necessita, é preciso dar até que isso nos machuque’. Falar do amor para quem está de barriga cheia é fácil. Falar que Deus existe para quem está com a vida financeira boa é fácil. Eu quero ver você mostrar pra quem tem fome, pra quem está doente, que existe um Deus que o ama acima de tudo. Quanto mais o tempo passa, eu tenho a certeza de que essa frase é o Dispensário. 

A gente não queria ter que receber alguém para pedir alimentos e ter que dizer: ‘me dá o seu nome e o dia que a assistente social vier eu te chamo pra você passar com ela’. Eu queria ter um quarto cheio de alimentos e, quando uma mãe viesse dizer que não tem o leite para o filho, eu dissesse: ‘está aqui o leite’. Era isso que eu queria. Era isso que o Dispensário queria. Mas, a gente não consegue. Se todos fizerem bem menos que nós, fica um montante para amenizar o sofrimento de alguém”, concluiu Fátima.

Para doações:

O Dispensário Madre Tereza de Calcutá está aberto no horário comercial de segunda a sexta-feira na Rua Armando Ramos, 81 – Jardim Vista Alegre. Fone: (19) 3444 5755 – Limeira, SP. Dados para depósito de contribuições a entidade: Dispensário Madre Tereza de Calcutá, Banco Sicredi – Agência: 0718, Conta Corrente: 54984-4 – CNPJ: 07.459.515/0001-01

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