Salvador Ademir Pereira, presidente da escola de samba Lobo de Prata, Limeira, SP.

A disparada dos casos de Covid-19 cancelou o Carnaval por todo o Brasil. Mas engana-se quem acha que não tem Carnaval em Limeira, existe aqui quem mantém o ritmo do samba o ano todo, aliás, nem só de música vive o Carnaval. Conversamos com Salvador Ademir Pereira, o Ademir presidente da escola de samba Lobo de Prata, referência limeirense quando se fala em Carnaval. A sua tradição é a Escola de Samba Laranjeiras, onde foi presidente nos anos de 1990 a 1992. Em seu relato ele conta como Limeira se relaciona com a cultura do Carnaval. Leia a seguir;

Ademir a frente da bateria da Lobo de Prata
Ademir a frente da bateria da Lobo de Prata

Minha mãe não liga pro Carnaval, mas de baile ela gosta, meu pai gostava. Eu sou presidente da escola de samba e saio em escola de samba desde os meus 8 anos de idade nunca parei. Só que eu vou em baile também. Só não vou onde tem rock, né. Mas do resto. Eu sou ligado no 360. Depois que deixei a Escola de Samba Laranjeiras, montei a Escuderia da Serra, nós não tínhamos como participar com nenhum nome porque quando eu montei a Escuderia lá no bairro Nossa Senhora das Dores não teve mais Carnaval oficial. Ficou naquele vai, não vai, eu montava e não ia. Mas eu desfilei do mesmo jeito, porque eu participava do Carnaval em outras cidades. Eu desfilei com o nosso pessoal da escola de samba em Artur Nogueira e desfilei várias vezes em Cordeirópolis (SP). Na nossa região os blocos cresceram devido não ter condições financeiras de montar uma escola de samba e, do medo porque a responsabilidade é muito grande. A escola de samba tem regras, o mínimo de 150 pessoas para desfilar com a comissão de frente, a ala das baianas, são as principais alas. Se você sair com 60 pessoas na bateria, terá alas com 40 pessoas totalizando 200 integrantes. Você tem que envolver as pessoas do seu bairro, da sua cidade senão vira show.

A participação da comunidade no Carnaval

Participava assim, a maioria do pessoal era daqui da região da vila Queiróz, tinha o pessoal do bairro Cecap, do bairro Nossa Senhora das Dores, porque quem manteve o Carnaval aqui, até hoje, fomos nós. Então, quando vai sair, o pessoal começa me ligar: “Salvador, onde você vai? Onde vai ter Carnaval?”. Por que? Porque nós somos a referência. No ano passado, era pra gente ir pra Minas Gerais, em Alfenas mas, como na cidade de Cordeirópolis, também queriam que nós desfilássemos lá, não fomos mais para Alfenas. Eles dão tudo pra gente desfilar, só levamos o pessoal. Hoje, custa em média oitocentos reais por pessoa para desfilar em escola de samba. Eles precisam disso, as cidades vizinhas fazem o Carnaval, está sendo muito cogitada por exemplo Cordeirópolis é um dos melhores carnavais e é o único. Eu já desfilei apitando sozinho com uma escola de samba com 100 pessoas em Artur Nogueira, a Escola de Samba Rubro Negro. Vinha dois ônibus encostavam aqui na porta de casa, lotava os dois ônibus e a gente ia desfilar pra lá. 

Por que a escuderia na Serra (Pelada – apelido do bairro Nossa Senhora das Dores)? 

Porque na época tinha muita gente do bairro Nossa Senhora das Dores que desfilavam aqui – nessa época foi logo quando começou fazer as etapas do bairro Nossa Senhora das Dores. Então, não é porque eu fui pra lá, é que o pessoal daqui se mudou pra lá, porque ganharam suas casinhas. Então facilitou pra mim, eu ir ensaiar lá. Quando saiu o bairro Geada mudou mais uma parte da comunidade para o Geada. O que está acontecendo? Está compensando mais eu pegar o pessoal daqui com um ônibus e ir ensaiar lá entre o Geada e o Nossa Senhora das Dores.

Escuderia

O que ocorreu? Depois da Escuderia, a gente continuou desfilando desse jeito – não precisava de nome porque a gente desfilava pra fora e compunha com outras escolas de samba. Em 2003, resolveram fazer o (desfile) Carnaval em Limeira, eu falei: eu estou dentro! Nós montamos a escola de samba Lobo de Prata. Nós nos preparamos todos os anos. Depois de 2003 era a Escola de Samba Lobo de Prata participando com a escola X de outras cidades. E assim a gente vem, o ano passado, desfilamos em Cordeirópolis. 

Desfile da escola de samba Lobo de Prata, em Limeira, no ano de 2004
Desfile da escola de samba Lobo de Prata, em Limeira, no ano de 2004

Samba enredo

Atualmente nós não temos dificuldades para preparar o tema do samba enredo. Quantos temas pra falar de política, da Covid-19? É só jogar a fala, no outro dia já sai uma música. O principal compositor é o Denis (irmão do vereador Ju Negão), compositor e intérprete também. Pra mim, da região, eu acho que ele é o melhor, pensa num cara inteligente, você dá uma música pra ele  – ele já tira a música cantando no mesmo ritmo. Junto com ele eu faço as firulas (os enfeites na música, na melodia que são os breques no tamborim, surdo da bateria). Eu falo pra ele, por exemplo, tem umas 10 pessoas que compõe a música, eu também componho a música. Só que eu sou um pouco crítico, pra não falar que sou bastante, porque a realidade é você ser crítico. Hoje, se você for levar tudo na realidade você é um cara crítico, você não pode ser assim. Você tem que ser mais maleável, tipo trouxa né! Porque senão as coisas não andam. Eu não consigo ver essas diretrizes, eu pego e já vou falando o que tem que falar e consigo fazer a melodia na música. Aí o que acontece, o intérprete, não é todos, eles pegam a música e cada um tira de um jeito, só que até hoje, dele ninguém ganhou não. Você entrega a música pra ele num dia, ele pega a música, fica olhando, ele dorme com a música e no outro dia ele vem cantando a música. Ele é terrível. 

O que é importante no samba enredo? Letra fácil, um refrão que todos conseguem pegar rápido, inclusive o pessoal em conjunção com a bateria, pra fazer um enfeite legal para que o pessoal diga: que legal! Essa é a parte essencial do samba enredo, tem muito samba enredo que se você ler ele dá até vontade de chorar mas, você vai cantar. Tem que pensar em tudo isso. É como alguns cantores que não vai pra frente, é dessa forma, eles cantam naquele sentimento mas, não olha porque ele é cantor, não é pra ele. Ele tem que agradar lá em baixo, é o público. Por que tá cheio dessas músicas aí, tudo chata? Todo mundo não está nem ai, entendeu, não ouve a música não sabe nem a letra, o sentido da música. 

O melhor enredo

É a música que na minha cabeça some. O melhor samba enredo foi o que eu escrevi. Todo mundo canta o samba e inclusive tem os direitos autorais e a prefeitura de Cordeirópolis tinha que pagar uma multa porque não podia tocar o samba dos outros. Ligaram pra mim: “Salvador, de quem é aquele samba assim?” É meu! “Você tem que ir lá no ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de direitos autorais), mandar documento pra São Paulo porque você vai receber”. Mas nunca fui atrás. A turma canta a música e eu nem sei mais a música. Se você der um tema aqui agora pra mim, amanhã você pode vir buscar o samba enredo que eu toco e até faço a melodia pra você. Mas se você perguntar pra mim cantar dentro de um ônibus eu nem vou ligar porque eu não sei mais a música. Não consigo guardar.

Desfiles 

Limeira nunca mais vai ter Carnaval nessa vida. Não tem ninguém aqui que tem estrutura para desfilar. Não tem ninguém. Se eles (poder público) falarem: “Salvador, você coloca o Carnaval na rua daqui a 60 dias? Eu coloco. Sem a ajuda de ninguém. Eu coloco. Mas quem mais coloca? Não tem. Por isso que eu não posso parar, se eu parar, eu não consigo voltar mais. As coisas se defasam muito rápido. Um instrumento não tem onde guardar, empresta pra um, empresta pra outro. O que acontece? Você vai comprar um instrumento no Carnaval custa uma média de 1 mil reais. Tem 70 pessoas na bateria, 70 mil reais para montar uma bateria. Aí tem as despesas com o nylon (acessório dos instrumentos de percussão), tem as baquetas, tem talabar (o cinturão que segura). O cara vai tocar no ensaio fura, você tem que arrumar, um nylon custa na média 50 reais. Se furar 3 por dia são 150 reais por dia. Um mês, o prejuízo ensaiando pode chegar a quase 4 mil reais. Quem é que vai fazer Carnaval em Limeira agora? 

Desfile em Codeirópolis, compondo com as escolas Águia de Prata, Carga Pesada e Leão Dourado
Desfile em Cordeirópolis, compondo com as escolas Águia de Prata, Carga Pesada e Leão Dourado

Quanto tempo de ensaio?

Eu sou assim, pra manter a escola de samba, além de participar do Carnaval eu participo de festas beneficentes, de jogos de futebol, tanto da Internacional como do amador. Eu participando, eu ensaio. Eu ensaio praticamente o ano inteiro. Por isso que eu fico em contato com eles (integrantes da Lobo de Prata) o ano inteiro. Quando eu preciso, eles estão afinados. Você entendeu? Vamos embora! Você entendeu? Me avisam: “os caras vão jogar em tal lugar”. Vamos lá.  

E o Carnaval como vai ser?

Nós ainda temos vontade de participar do Carnaval, a esperança que nós temos que ainda aconteça isso em Limeira – 99,9% de chance que não vai acontecer mais – talvez a prefeitura até fale que dá condições, sabendo que não vai ter, porque dessa vez é o contrário. As pessoas estão estruturadas eu até ajudei a estruturar e eles não conseguiram segurar os materiais. Hoje,  pra montar uma bateria custa 80 mil reais. A prefeitura teria que destinar 200 mil reais pra uma escola de samba – não vai dar nunca, dinheiro nunca veio. 

Quando eles vão apoiar eles falam assim: nós não vamos dar dinheiro, nós vamos dar material. Tudo bem. Você está precisando de quatro tábuas pra fazer um carro alegórico, tem que fazer três orçamentos, aí o “corre” é; ir na prefeitura pedir, depois vai em três locais pra fazer orçamento, leva de volta o orçamento na prefeitura e espera eles aprovarem. A gente não quer dinheiro, se tiver estrutura o resto a gente corre atrás. Quem vai? Eu não vou. Como é que eu vou chegar lá com o pessoal para dar aquela volta na praça, por exemplo. Sai pra mim dois ônibus uma média de 120 pessoas, lanche, água, isso eles nem conta. Pra incentivar a fazer algo eles tem que ajudar. Esse incentivo é pra isso.   

Desfile em Cordeirópolis, SP, com a escola Águia de Prata
Desfile em Cordeirópolis, SP, com a escola Águia de Prata

O legado do samba  

O Carnaval é importante. O Carnaval funciona da seguinte forma; não é no dia! O Carnaval é tudo que envolve festa grande popular, não é o dia da festa que vale, é o antes. O Carnaval, por exemplo, nós da escola de samba, que também paramos, a gente fazia depois do Carnaval uma festa grande, com doação de cachorro quente, pipoca, doces, brinquedos, fora os brinquedos instalados no local para lazer, jogos, brincadeiras, tudo de graça o dia inteiro. Uma estrutura com palco grande com música sertaneja na praça. 

Nós (comunidade) aprendemos a fabricar instrumentos musicais com aquela tábua fina do fundo do guarda roupas, a gente vira e faz um surdo com aquilo. Nós aprendemos a fazer o repinique com o cano de plástico de 10 polegadas. Tinha um outro moleque que dobrava o ferro no poste de luz, viu a medida certinho e marcou no poste, então, quando ele dobrava o ferro já ficava a medida. Ele levava para soldar os parafusos dos lados, fazia os arcos. Compramos vergalhão e ele levava no Senai para fazer a rosca. Então, envolve um monte de coisas porque é uma cultura que se você quiser, você põe o ano inteiro pra trabalhar de 20 a 25 pessoas, o Carnaval gera empregos. Ainda tem os eventos que são feitos fora o trabalho. Nos avisam: “tem uma festa lá em tal lugar, quanto você cobra pra ir tocar lá pra nós?”  Eu não cobro nada, só não vamos gastar. “Você faria isso pra mim?” É o que a gente gosta e pra mim é um ensaio. Entendeu?

Durante uma reunião de escola de samba sentamos na calçada, as pessoas se conhecem, uma costureira mora ali, outra costureira mora lá, o apitador também se identifica no grupo, dali surgem convites para churrasco, nascem amizades envolvendo as famílias. 

Além de participar do Carnaval, a Lobo de Prata organiza festas beneficentes para a comunidade.
Além de participar do Carnaval, a Lobo de Prata organiza festas beneficentes para a comunidade.

O que é uma cidade sem Carnaval?

Toda cultura que é desmanchada é um estrago que você não acredita, porque as pessoas não tem como se envolver. Por exemplo, o que vocês vão precisar para a festa? Eu vou precisar de brinquedos e óleo. Você vai chegar na cidade em quatro lojas que você conhece e pedir pra lhe arrumarem uns brinquedos – você já esta se envolvendo. Os comerciantes falam: “eu já ajudei a escola de samba na vila Queiróz, a Lobo de Prata”, e assim vai. 

O envolvimento da comunidade, a cultura em si, todas elas, sejam uma “malhação do Judas”, seja a “festa do dia 12 de outubro”, de Nossa Senhora Aparecida, todas as festas envolvem as pessoas, antes. No dia da festa as pessoas já estão cansadas e olhando um pra cara do outro com aquela satisfação: conseguimos! Quando acaba isso, acaba uma cultura aqui, acaba outra cultura ali, pode contar que está aumentando ladrão ali, aumentando ladrão lá. Hoje, você está morando aqui e não sabe, três casas abaixo quem esta morando mais. Porque você chega em casa e entra ou vai sair para outro lugar. Está aumentando a criminalidade e eu percebi que o poder público, é muito importante isso pra ele, porque se você for pedir ajuda você tem dificuldade mas, se você for preso o custo pra ele é de 4 mil reais – a coisa não tem lógica. Um exemplo, eu tenho lá perto de casa 10 pessoas que já foram presas, se marcar vai de novo. Você fala assim (ao poder público): mas não é mais fácil você me dar 10 mil por mês e, eu cuidar dessas 10 pessoas. Como assim? Quem tem esse contato com essas pessoas sabe que eles gostam de estar fazendo algo, eles gostam de se aparecer. Por isso que os traficantes conseguem pegar essa molecada, envolvem eles de uma maneira; “eu posso e se você for no caminho você pode também”. Daí a molecada: “eu sou amigo do fulano lá”. Porque não tem mais o que fazer e cada vez mais está ficando pior. 

O último desfile em Limeira

A cultura em si, seja ela qual for, de alguma forma ela tem uma importância na vida de uma família e é impossível que o poder publico não sabe disso. Quando não deram nada pra mim sabe o que a gente fez? Juntou um monte de molecada, foram no ferro velho buscar aquelas garrafinhas de refrigerante pequena redonda que saiu na época. Eles cortaram o cabo de vassoura, encaixou pra poder tocar e desfilar. O poder público trouxe a Gaviões da Fiel. Só que na época nós tivemos o apoio da rádio e da Faculdade Isca que fizeram as roupas pra nós, fizeram as camisas, temos até hoje, são muito bonitas. Aí, nós fomos desfilar com uma chuva que deu. Nos chamaram no microfone, tiraram um barato nosso: “Escola de Samba de Limeira não vai ter como entrar”. Você sofreu, tomou chuva, estragou os instrumentos, corremos pra pedir ajuda pra comprar material para nos ajudar pra poder desfilar. Nós vamos desfilar! Vocês (poder público) não ajudaram em nada. Estava lotado de gente em Limeira. Entramos na avenida, rapaz do céu! A molecadinha barrigudinha, cabeçudinho, de 8 e 9 anos (nós ensaiamos o ano inteiro). E veio aqueles caras “pingaiada” de fora que não aguentava nem tocar. Eu falei: agora é a nossa hora heim! Nós podemos ser o melhor! E, a cidade inteira que estava ali levantou, aplaudiram e chuva que mandava, (risos). Nós tínhamos mais gente e todos queriam participar, como foi camisa (não eram fantasias), foi mais fácil, foi a coisa mais bonita que eu já vi na minha vida cara. Foi esse ano aí. 

A pandemia 

A pandemia não prejudica em nada, estamos de férias. Antigamente chegava Carnaval era Carnaval. Antigamente era assim, não tinha essa de não vai ter Carnaval. O prefeito que não fizesse Carnaval pra ele ver! A prefeitura era obrigada a ajudar. Assim como a malhação do Judas, chegava na época, um pra colocar o pau de sebo, outro já catando os prêmios, outro fazendo o Judas. Não tinha burocracia, ninguém tinha que pedir nada para a prefeitura. Por isso que parou a cultura. A cultura de verdade ela é simples. Quando se complica é onde que deixa de ser cultura e vira um negócio.

2004, em Limeira, Carnaval organizado pela Prefeitura Municipal
2004, em Limeira, Carnaval organizado pela Prefeitura Municipal

Na verdade o Carnaval nunca foi freado, rompido…

Eu vou mudar a minha vida, e vou perguntar pra você o que você acha. Você vai dar uma ideia:  “o problema é seu, faça da sua vida o que você quiser. Se quiser ir na linha do trem e se matar é problema seu, não vai mudar nada na minha vida”. Só que você está certo. Quando você dá uma opinião, você passa a ser o errado, porque você tem que me entender primeiro. Por que eu estou dependendo da sua opinião? A partir do momento que fala isso, está sendo sincero e, a verdade dói, porque a minha vida realmente pertence pra mim. Se eu chegar e dizer: eu preciso que você, me ajude. Aí eu tenho certeza que você vai parar e perguntar: “Por que? O que está acontecendo?” Essa diferença, ela é uma referência cem por cento errado na cultura. 

Chega a época do Carnaval eu vou dentro da igreja perguntar o que você acha do Carnaval? E põe no rádio? Espera aí! Então, eu estou “babando” então. Uma coisa sem lógica. Fica aquela frescura de um lado no rádio, outra frescura do outro. Espera aí, você não é obrigado a gostar do Carnaval. 

E, se hoje eu falo: pega o dinheiro do Carnaval e salva vidas! Não foi para o hospital o dinheiro do Carnaval! Pergunta agora pra quem falou, um dia, que era pra pegar o dinheiro do Carnaval para o hospital (saúde). Pergunta pra ele se ele sabe quanto (da verba do Carnaval) foi para o hospital (saúde) e quando é que o dinheiro da cultura foi para o hospital? É mal informado. A prefeitura usa e abusa dos burros. 

A burocracia sempre teve, o problema é que eles ajudavam e não cobravam nada dos antigos, porque na rua estava escrito que eles tinham gastado mais do que eles pegaram. E, quando foi mudando o sistema, quem não entendia de como fazer, queria o dinheiro, aí começou essa burocracia de papel pra ter prova do que você ia fazer. 

Todas as culturas, se você não envolver as pessoas, o dinheiro não vai fazer nada. A cultura é o envolvimento das pessoas, que ela vai saber o que vai falar, vai te defender, sabendo o que você fez e o que deixou de fazer, para aquilo acontecer. É uma história a cultura, que não é de hoje. Tudo que o poder público põe a mão estraga, tudo.

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