| A rotina do Exército brasileiro no Haiti |
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Cabo Carneiro, limeirense, dizia desde criança para a mãe “Quando eu crescer eu vou servir o Exército”, a mãe escutava, mas não acreditava que o menino ia levar adiante a realização de um sonho. O filho completou idade, inscreveu-se no Exército. Bom, então a mãe pensava que, no primeiro “ralo”(prova) o filho não resistiria e pediria para sair. Chegou em casa e, quando encontrou o filho depois do primeiro ralo, a reação foi pedir que desistisse. E o filho respondeu,”Agora que eu resisti à pior prova eu não saio nunca mais!”. Isso aconteceu em 2006, ano em que o Brasil firmou acordo para que o Exército Brasileiro fosse para o Haiti em Missão de Paz, para estabilização daquele país. Mas, como as conversas entre mãe e filho sempre foram muito abertas, mais uma vez o filho comunicou como recruta: “Mãe, um dia eu estarei lá com eles( no Haiti)” e a mãe aflita ainda convivendo com a situação da prova “ralo” “Você está louco!”. Depois de tantas afirmações, a mãe Denise sempre teve muito orgulho do filho, desde o primeiro fardamento, depois quando ele recebeu o título de melhor atirador de elite e hoje tem a boina preta (cabo). No ano passado ele comunicou aos pais que faria parte da equipe de estabilização no Haiti. Aguenta coração! E, não fosse o suficiente, acontece o terremoto. Mas coração de mãe aguenta... “Eu e meu marido nunca barramos os sonhos dos nossos filhos. Ainda mais quando ele disse “Eu vou. É a minha missão. Eu estou no Exército para servir, para ajudar” e durante sua estadia lá estava tudo tranquilo até que ocorreu o terremoto”, conta Denise.A chegada
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