Os dias 28, 29 e 30 de outubro foram importantes para a discussão e questionamento sobre as notícias que são publicadas diariamente tendo como tema meio ambiente. Nesses três dias aconteceu o "VI simpósio brasileiro de educomunicação sobre a ótica do tema “meio ambiente, jornalismo e educomunicação”, na cidade de São Paulo.
No evento, presentes os mais renomados especialistas em comunicação dos mais diversos veículos como rádio, TV, jornais e internet, além de representantes de organizações.
Durante o evento foram divulgados desde relatórios estatísticos sobre a freqüência do tema meio ambiente em jornais até a transparência de conteúdos de notícias e o esforço que as mídias fazem para compreender como os leitores (interlocutores) recebem, interpretam e incorporam o discurso.
A todo momento o tema “crise” rondava as pautas em debate. Tanto a “crise atual” da instabilidade econômica, que somente informações especulativas dão conta de um painel futuro para o capitalismo, quanto à “crise ambiental”. Essa sim real, abrangente, não aceptiva, crônica e perturbadora. Diante de um quadro cujos recursos naturais estão se esgotando rapidamente, todos foram unânimes em dizer que é necessário fazer algo urgente, muito além do simples ato de plantar uma árvore ou ações de reutilização e reciclagem.
É preciso mudar os hábitos de consumo. O uso de petróleo, além de tornar-se dependente é um recurso limitado, assim como carvão e minério de ferro que devem dar lugar a energias renováveis e limpas (álcool, eólica e solar). Foi proposto que podemos conter os impulsos, aos apelos tentadores da propaganda no lançamento de novos produtos perguntando a si próprio: Devo realmente comprar esse produto?
Dados recém publicados dizem que 80% do consumo no mundo está em paises que a população representa apenas 20% da população mundial (somos mais de 6 bilhões de habitantes).
Percebe-se que o consumo predatório dos recursos naturais e o inchaço nas cidades foi uma escolha errada de atitudes.
Precisamos de mudanças rápidas em todos os setores da sociedade. No campo também é necessário mudar o modo de cultivar os alimentos. Já se provou que a monocultura traz doenças que arrasam a produção (greening, brocas, etc.). A agricultura familiar fortalece a rica herança dos conhecimentos agrícolas tradicionais e mantém viva a variedade dos alimentos. A produção através de técnicas de cultivo orgânico é adequada para pequenos agricultores porque é um sistema de produção sustentável e amigável com o meio ambiente. Esse tipo de cultivo se baseia no uso do agrossistema e dos recursos locais, em lugar de depender de investimentos externos, os agricultores se vêem menos afetados pelos custos crescentes dos fertilizantes e pesticidas sintéticos, que sobem devido ao encarecimento do petróleo e, com os recursos locais (feira, mão-de-obra, estradas, turistas) se tornam menos vulneráveis à volatilidade externa causada por fatores que vão além de seu controle. Estudos feitos em 3 continentes (África, Ásia e América Latina) mostram que os agricultores orgânicos ganham mais do que os agricultores convencionais por suas colheitas serem estáveis e elevadas, portanto maior renda.
Saber e entender nos torna conscientes. Consciente, cada individuo tem o seu papel na transformação social que, coube, não a nossos antepassados, mas a nossa geração começar. Somos multiplicadores sobre nosso grupo de pessoas. A formiguinha não trabalha em vão.
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